Descubra o que todo passageiro deve saber na hora de escolher o roteiro, a embarcação e até a cabine
Brasília, quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A primeira coisa que se deve levar em conta na hora de escolher um cruzeiro é o fato de que o passeio vale a pena. Não só pelo conforto e qualidade dos serviços, mas também porque, no fim das contas, pode acabar saindo mais barato do que uma viagem com passagens aéreas, hotel e alimentação, por exemplo.
Quem garante é Bernardo Porfírio, especialista em hotelaria, turismo e entretenimento e autor do livro Guia de cruzeiros marítimos. “Na tarifa de um cruzeiro, já estão incluídas acomodações, refeições ilimitadas e transporte. Em qualquer outro meio de viagem, tudo é pago separadamente, e fica mais caro. Isso ocorre porque os navios têm uma gestão de ponta e a mão de obra é extremamente barata. Sem falar no conforto. Num cruzeiro, tudo está pronto para você se divertir e usufruir”, garante Porfírio, que trabalha a bordo de navios de cruzeiros desde 2004.
E as vantagens não estão somente no bolso, mas também na excelência. Porfírio garante: a qualidade dos alimentos e o serviço são bem superiores comparados aos de outras modalidades turísticas. “Por exemplo, numa viagem em terra, o turista sempre terá que procurar um lugar para comer, e pagar à parte. A bordo, isso não acontece. E mais, se o passageiro estiver cansado e não quiser sair da cabine, pode pedir serviço de quarto, que também está incluso na tarifa. O custo-benefício é simplesmente imbatível”, conclui.
Segundo a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), a faixa etária média de quem viaja em cruzeiros varia entre 30 e 60 anos. Geralmente, a idade predominante é consequência do tipo de navio e do roteiro. “Para atender a determinados segmentos do mercado e visando a manter os navios sempre cheios, algumas companhias oferecem um produto voltado para jovens, outro para a melhor idade ou para nacionalidades específicas”, explica Porfírio. Por isso, é bom perguntar ao agente de viagens qual o perfil dos passageiros do navio escolhido. Os que gostam de viajar em família, por exemplo, devem descobrir a programação voltada para crianças e adolescentes.
Para quem não quer gastar muito, uma boa opção são os roteiros curtos, de três ou quatro dias, pela costa brasileira. “Esses são só para começar e ver como é fazer um cruzeiro. Depois, vale visitar o Caribe, o Mar Mediterrâneo e o Alasca”, sugere. Quem tem um orçamento mais folgado merece tentar uma viagem pela Antártida, passando pelos fiordes chilenos. Trata-se de um roteiro imperdível, segundo o autor do Guia de cruzeiros marítimos. “A grande vantagem é que há cruzeiros com esses destinos saindo de Santos ou do Rio de Janeiro. Também vale a pena visitar a Nova Zelândia, a Grécia e os fiordes da Noruega”, explica Porfírio.
Além do navio e do roteiro, também é importante saber escolher a cabine. Os quartos externos com varanda são os mais caros. Em seguida, vêm as cabines externas sem varanda, e as internas sem vista para o mar. Além disso, como ocorre nos hotéis mais conceituados, quanto mais alta e maior a cabine, mais valorizada ela será. Porfírio finaliza dando uma dica importante sobre a altura do quarto. “Quanto mais à frente do navio e no deck mais elevado, maior o balanço, ou seja, as chances de marear aumentam”, afirma.
Precauções
Na hora de viajar, é bom tomar outros cuidados para evitar dor de cabeça. “Antes mesmo de escolher a agência de turismo, é bom checar se a empresa tem alvará. Fechar negócio com agência irregular é cair em arapuca”, explica o presidente do Procon-DF, Ricardo Pires.
Para saber se a empresa tem reclamações de consumidores, basta checar no site do Procon (www.procon.df.gov.br) ou na página do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br). “Também vale pedir sugestão de amigos que já tenham feito cruzeiro ou simplesmente escolher uma empresa conceituada, com bom nome no mercado”, simplifica Pires.
Outra dica importante é, depois de ter escolhido o roteiro e negociado as tarifas, exigir tudo o que foi prometido em um contrato. “Deve-se discriminar todos os serviços e valores para haver uma garantia. Assim, se existir qualquer falha por parte da empresa contratada, o consumidor pode exigir indenização no Procon ou no Poder Judiciário”, esclarece.
Vale observar que tarifas portuárias e gorjetas podem ser cobradas à parte. Se, no momento da compra do pacote, essas taxas não estiverem incluídas no contrato, o passageiro deve ficar preparado para gastar mais dinheiro dentro do navio. Serviços não essenciais, como salão de beleza, massagens, lavanderia, cassino, lojas, excursões em terra, telefonemas, acesso à internet e bebidas alcoólicas, também costumam ficar de fora do preço básico dos pacotes.
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Bagagem especial
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Fique atento ao que você deve levar em conta ao fazer as malas para uma viagem de navio
Não há limite de bagagem. Mas, se você for de avião ou ônibus até a cidade de embarque, fique atento ao excesso de peso das malas
Adultos devem portar carteira de identidade e, se for o caso, passaporte (com os vistos necessários). Crianças precisam de cópia autenticada da certidão de nascimento ou de carta autenticada dos pais permitindo a viagem
Se a programação do navio exigir, leve um terno de gala ou vestido para eventos formais
Nem todas as embarcações têm tomadas compatíveis com certos aparelhos eletrônicos. Vale comprar um adaptador universal. A voltagem costuma variar entre 100v e 240v.
É proibido carregar equipamentos como ferro de passar roupa, devido ao risco de incêndio. Se precisar, use o serviço de lavanderia
Não se esqueça da máquina fotográfica — com o respectivo carregador, claro!