Bernardo Porfirio Blog

Julho 30, 2007

INTRODUÇÃO

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“A todos os meus leitores, amigos ou não, conhecidos ou não, dedico esta seção. Aqui jazem alguns dos meus motivos e objetivos. Relevâncias. Sutilezas. Ou como quiserem chamar.”Julio Daio Borges-1999

Sou brasileiro, natural de São Paulo e araxaense de coração. Pisciano do dia 15 de março. Residi com os meus pais nas principais capitais do Brasil, em algumas por mais de uma vez, além de ter morado por dois anos no Panamá e um ano em Utah, onde fiz intercâmbio. Mais tarde, em 1999, formei em Arquitetura pela Universidade de Franca. No Rio, conclui, no ano de 2002, o MBA, pela Fundação Getúlio Vargas, em Turismo, Hotelaria e Entretenimento. Hoje trabalho a bordo dos Navios Cruzeiros da Carnival Cruise Lines – CCL.

INFLUÊNCIAS

Essa coisa de viajar, explorar e conhecer o mundo, vem da minha bisavó, filha de ciganos do interior das Minas Gerais. E pelo que sei, apenas o meu pai, entre 16 irmãos e irmãs, herdou o que sinto, a vontade de conhecer e viajar…..   andar por ai…..

Morei até os cinco anos de idade em São Paulo. Pouco me lembro dessa época. Logo em seguida, mudei com os meus pais, RonaldoMagaly, e meu irmão Eduardo, para o Rio de Janeiro – 1982.

Foram três longos anos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Lá, freqüentei três escolas, Escola Ativa, Notre Dame e Colégio da Cidade, das 14 por qual passei.

Com a mudança para BH, as coisas melhoraram. Moramos em uma casa na Base Aérea da Pampulha, de onde se avistava, às vezes, um cavalo “tirar pégas” com aviões, na pista de pouso e decolagem.

Em dois anos estávamos de transfer para Brasília, por seis meses, já que o destino final era Panamá City – 1987. Lá, aprendemos espanhol e inglês “na marra”. Ralamos muito no início, e o que parecia ser longo e eterno, durou pouco e foi ótimo. A Lúcia, nossa fiel escudeira, desde os tempos de São Paulo, também nos acompanhou.

Foram dois anos no istmo panamenho, onde cursei a 5a e a 6a séries no St. Mary’s, um colégio americano. À época, Panamá e EUA viviam em constante atrito. Presenciamos conflitos armados nas ruas, com carros de cabeça para baixo em chamas, coisa que a meu ver acontecia apenas em Beirute.

A maior influência naquela época, foi assistir  uma palestra de um intercambiário, onde ele contava toda a sua experiência. Lembro-me de querer embarcar no dia seguinte.

Retornando ao Brasil, após uma pemanência de um ano meio e Brasília – 1989, inscrevi-me em um programa de intercâmbio no Rio de Janeiro –  YFU – Youth for Understanding.

Pela segunda vez voltávamos ao Rio de Janeiro.

Em Julho de 1993 embarquei com destino a Utah onde encontrei a minha segunda família, os Fojteks’.

Lá, conclui o segundo grau no Roy High School, junto a mais de 600 colegas de uma só escola. Foi um mega evento. Nesse tempo, participei de campeonatos de natação distrital, regional e interestadual, pela escola.

Com o Diploma em mãos, estava convicto de meu regresso aos EUA para cursar Arquitetura, mas isso não aconteceu. Ainda não me lembro o motivo.

Durante o intercâmbio, meu pai se aposentou e minha família passou a residir em Araxá, terra de Dona Beja, onde fiz grandes amizades.

Prestei vestibular para Arquitetura em “Franca do Imperador”, São Paulo – 1994, onde me formei. Ali fiz amigos eternos.

Formado e pronto, mas não preparado psicologicamente, enfrentei pela sétima vez, agora sozinho, a dura e frenética vida de uma cidade grande – 2000. Rio pela terceira vez. Nos primeiros anos estava certo de que não duraria muito a minha estadia em terras fluminenses. O problema era: quando, como e para onde ir.

Mais amigos passaram a fazer parte a minha vida.

iacICAO

No Rio, trabalhei à tarde no Instituto de Aviação Civil (hoje SEP), contratado pela Organização de Aviação Civil Internacional(OACI ou ICAO), desenvolvendo Planos Aeroviários Estaduais e inspecionando Infra-Estrutura Aeroportuária em todo o Brasil. Viajei um bocado nessa época e aprendi muito, com cursos e mais cursos do Instituto. Local com pessoas especiais, inteligentes e talentosas.

Pela manhã, graças a Elaine Martiniano e Marcos Lima, passei a trabalhar com um arquiteto de renome nacional, Mauricio Nóbrega. Quando da primeira entrevista, surpreendeu-me o material que Tiago me apresentou. Ali continha todos os trabalhos desenvolvidos pela equipe.

Com o Mauricio, aprendi a administrar canteiros de obra, detalhar plantas, etc. Enfim, arquitetura de interiores. Junto a ele, participei de mostras e eventos, como: Casa Cor Rio – 2000, 2002 e 2003, e Mostra Artefacto, além de ter executado as obras de sua casa e de seu escritório. A meu ver, baita privilégio.

Nessa mesma época, ciente de meu interesse, Márcia Mainardi do IAC, mostrou-me um jornal com o anúncio de matrículas abertas para o curso de MBA em Hotelaria, Turismo e Entretenimento na FGV. Dias depois me inscrevi.

Lá conheci pessoas interessantes. A influência benéfica veio-me de Izabela Bastos, da Pousada do Namorado . A “Bela” falou-me de suas experiências a bordo, e eu adorei. Naquele exato momento decidi embarcar. Antes deveria concluir o curso. Era prioridade.

Em um ano e meio, após longas batalhas e cabeçadas, por falta de assistência e conhecimentos no Brasil, embarcava eu, no Carnival Spirit – Alaska, graças ao apoio da equipe de Mara - Via World.

VIDA A BORDO

PRIMEIRO CONTRATO

De malas prontas, embarquei de Araxá pela Varig, às 6:00 horas da manhã, com destino a Congonhas. O vôo de conexão para Miami, só sairia de Guarulhos, no dia seguinte. Consequentemente, passei o dia em São Paulo, e foi quando cogitei a idéia de um livro.

Chegando em Miami, fui para o hotel, conforme as instruções da Carnival Cruise Lines. E pela primeira vez, vi o meu nome na lista de tripulantes, com as informaçõe da data de embarque e nome do navio. Alias, é sempre um mistério, nunca se sabe ao certo quando e pra qual navio você será mandado. Há quem fique 5 dias no hotel, sem nada fazer, aguardando o embarque.

CARNIVAL SPIRIT Julho de 2004 a Março de 2005sp

Grande sorte, a minha,  ter sido escalado para o Carnival Spirit, que realiza três diferentes cruzeiros: Alaska, Hawaii e Riviera Mexicana. Geralmente um navio faz o mesmo bate e volta, sempre.

Alaska

Esbanja na beleza de suas montanhas e no charme das cidadezinhas criadas pelos russos, hoje, habitadas pelos americanos. Os nomes são muito curiosos, Ketchikan, Juneau, Sitka, Skagway e por ai vai. Neste destino, o Spirit fazia um Cruzeiro de 7 dias sentido norte, saindo de Vancouver e 7 dias sentido sul, saindo de Anchorage (Whittier).

Cruzeiro Alaska

Hawaii

O Hawaii é o Hawaii!!!  Com montanhas e praias para todos os gostos. A vegetação se parece com a do Brasil. Fascinante! O Spirit realizou, e realiza até hoje, a travessia com 5 dias de duração, (de Vancouver a Kone-HI), até chegar no Arquipélogo, passando por todas as ilhas.

Cruzeiro Hawaii


Riviera Mexicana

Nos meus últimos meses, o Carnival Spirit, chegando do Hawaii a San Diego, iniciou a temporada com destino  a Riviera Mexicana, um dos cruzeiros mais exaustivos para a tripulação, por se tratar de 2 dias no mar, seguidos de 3 portos : Manazanillo, Ziuahtanejo-Ixtapa e Acapulco. Novamente, mais 2 dias no mar.

Cruzeiro Riviera Mexicana

PRIMEIRAS FÉRIAS

Terminado meus oito meses de árduo trabalho, regressei ao Brasil, ansioso para rever meus pais, minha família e meus amigos. Cheguei em Araxá, onde alegre recepção me aguardava. Antes, visitei os Fojtek’ em Utah.

SEGUNDO CONTRATO Maio de 2005 a Novembro de 2005

CARNIVAL VALOR

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Não mencionei anteriormente, mas tive o prazer de embarcar novamente com a Mariana Manvailer, de Curitiba. Trabalhamos juntos no Carnival Spirit quando da primeira vez. Sem duvida foi o melhor contrato. Trabalho mais light, gente bonita & agradável, e portos lindos. O “Valor” fazia cruzeiros de 7 dias. Uma semana  para o leste Caribenho e  outra para o oeste Caribenho, saindo de Miami – Ilha Dodge(http://www.ebsaryfoundationco.com/dodgeisland.htm). No Caribe, constatei que a beleza das  águas do mar é fascinante, mas as  mais belas praias estão no Brasil.

Cruzeiro Caribe Leste e Oeste

Neste contrato, decidi comprar o meu primeiro livro de Cruzeiros – Selling the Seas escrito pelo guru desse mercado e ex-presidente e ex-CEO da Carnival, Sr. Bob Dickinson – para me inteirar do que e de onde teria surgido essa industria. Lembro-me que o mais surpreendente era o fato do navio estar sempre lotado – 3.600 passageiros, que variavam a cada  semana e a precisão das operações dos tripulantes.  Gente do mundo inteiro.

Férias do Segundo contrato

Novamente passei todas as minhas férias em Araxá, com direito a uma visita ao Rio de Janeiro e inúmeras viagens a Franca, onde reside grande parte dos meus melhores amigos.

TERCEIRO CONTRATO – Fevereiro de 2006 a Agosto de 2006.

Carnival Conquest

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Inicialmente embarquei no Conquest, que fazia um cruzeiro de 7 dias pelo Caribe, saindo de Galvestone – TX. Depois fui de transfer para o Carnival Miracle.


Carnival Miracle

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Miracle realizava um cruzeiro de 7 dias pelo Oeste Caribenho saindo de Tampa-FL. Nesse contrato fiz excelentes amizades. Poucos brasileiros tripulantes.

A bordo, esbocei a minha primeira palestra, sobre Industria de Cruzeiros.

Cruzeiro Leste Caribenho

Férias do terceiro contrato

Meu primeiro objetivo foi o de concluir o speach e ensaiar para a palestra, que aconteceu em Mogi das Cruzes, a convite do orientador da minha monografia dos tempos de Faculdade, o Prof. Celso Ledo Martins. Devo muito a ele, por achar oportuna a idéia do livro.

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QUARTO CONTRATO Novembro de 2006 a Abril de 2007

CARNIVAL SPIRIT sp

Novamente Carnival Spirit. Fazia o Cruzeiro de 8 dias, Riviera Mexicana , saindo de San Diego-CA. Lá, esbarrei numa boa turma das antigas e, com uma excelente equipe de trabalho, onde conheci minha parceira de Passo Fundo, Katiusy Bortolin.

Nesse contrato, trabalhei pouquíssimo e tive tempo suficiente para dedicar-me ao  “Guia de Cruzeiros Marítimos” pela PubliFolha e ao Site para auxilio ao  tripulante de navio. Ambos serão lançados brevemente.

Concluindo o Guia, decidi desembarcar prontamente, para chegar ao Brasil em busca de uma editora,  já que a temporada brasileira de Cruzeiros teria início em 5 meses.

Férias do Quarto Contrato

Dedicação total ao livro, site, família e amigos. Nada de viagens.

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